sábado, 1 de outubro de 2011

O Discurso Reciclável


Outro ponto a ser destacado na intervenção do mais novo filiado do PMDB é a repetição do seu discurso. Ele é atemporal, não muda com o tempo. Não importa se foi proferido em 2004, 2008 ou vai ser dito daqui a um ano. Será sempre o mesmo porque é desconectado da realidade. Se apoia em dois pontos principais: o apelo religioso (do tipo “Deus está conosco”) e uma referência histórica, que invariavelmente faz menção à defesa de Rui Barbosa na disputa entre os estados do Ceará e do RN para anexar Grossos aos seus domínios.
Mantendo o histórico de falas previsíveis, João não se reportou a NENHUMA obra de sua gestão à frente do município. Ele pŕoprio trabalha para apagar a memória de seu governo. É incrível, mas enquanto principal opositor do prefeito, NÃO fez uma única crítica político-administrativa ao seu rival. Decerto, está satisfeito com os desmandos de seus adversários na Prefeitura. E olhe que durante 3 anos adotou o silêncio como bandeira de luta. Por isso, é de causar estranheza que justamente na oportunidade em que pôde falar diretamente ao povo se esquivou do confronto, assemelhando-se àqueles cuja atuação política deveria condenar.

A julgar pelo pronunciamento do dia 24/09, o ex-prefeito deve continuar reciclando seus discursos passados, reaproveitando as mesmas citações bíblicas e fatos históricos para não ter que se debruçar sobre os problemas que afligem o povo de Grossos.

Nenhum comentário: