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terça-feira, 29 de maio de 2012

Emílio, o filho adotivo da oposição.

O bom filho à casa retorna.

Emílio "Paz e Amor" com a oposição.
Coração de mãe não tem tamanho. É infinito e nele sempre cabe mais um. A oposição de Grossos conhece bem esse ditado, e recentemente passou a aplicá-lo até nas conversas com dirigentes de outros partidos para fortalecer seu grupo nas próximas eleições. Prova disso foi a acolhida dada ao ex-bancário Francisco Emílio de Oliveira (PDT). Ele foi adotado politicamente pela ala oposicionista comandada por João Dehon (PMDB) e parece estar bem à vontade no seu novo lar.

A chegada de Emílio no ninho dos bacurais não foi produto do acaso ou resultado do 'incrível' poder de articulação do líder peemedebista. Pelo contrário, sua vinda para a 'Casa Verde', novo quartel general da oposição, foi arquitetada pelo próprio prefeito, que descartou o ex-correligionário para atender os interesses do empresário Caxica. Como se vê, João contou novamente com a ajuda do seu ilustre apoiador, aquele mesmo com assento no Palácio José Marcelino.

Mas não foi só por isso que o topógrafo topou esquecer as desavenças políticas do passado. Sua escolha se deu principalmente por eliminação, já que votar no DEM local não lhe pareceu a melhor alternativa. No mais, encampar um projeto de candidatura própria a essa altura do campeonato era inviável sem a força de um padrinho político influente. A propósito, esta última motivação está na raiz de todas as causas que compeliram o pedetista a mudar de palanque, pois o mesmo ainda nutre a esperança de se candidatar com o aval do ex-prefeito agora aliado. 

Negócio da China

 Pra ninguém botar defeito.

O presidente do PDT de Grossos está sonhando de olhos abertos. Sua ida inusitada para a oposição não ocorreu assim de mão beijada, mas sob a condição de ser o cabeça de chapa caso a candidatura de João Dehon não vingue. Nesse contexto, Emílio, como 'mui amigo' que é do peemedebista, torce pela confirmação do impedimento dele junto à Justiça Eleitoral. É que ao menos em tese o acordo firmado entre ambos é para o pedetista um negócio da China, dado o risco iminente do líder do PMDB não lograr êxito em concorrer à Prefeitura. Vendo por esse prisma, o trato dos ex-adversários é extremamente vantajoso para um dos lados, o que suscita uma ponta de dúvida quanto à sua real efetivação ou os 'efeitos colaterais' dele decorrentes. Afinal, quando a esmola é demais o santo desconfia, e tratando-se de política é sempre bom ficar com um pé atrás (ou seriam os dois?) para certos tipos de propostas irrecusáveis.

O ilusionista

                                                                 A arte da ilusão e seus adeptos na política.

Política também é a arte de vender sonhos, ilusões. E se engana quem pensa que elas são usadas apenas para ludibriar a massa de eleitores. Na verdade, até lideranças experimentadas no ramo não estão imunes à manipulação da própria capacidade onírica. Essa situação pode estar sendo vivenciada pelo presidente do PDT grossense.

Portador de um projeto ambicioso que visa chegar à Prefeitura pelas mãos da oposição, Emílio mantém-se aliado de João Dehon na esperança de receber apoio dele para uma provável candidatura sua nessas eleições. O problema é que nesse jogo nenhuma hipótese deve ser descartada, inclusive aquela segundo a qual João estaria valendo-se da mesma artimanha do prefeito, qual seja, uma promessa, para manter o pedetista 'sob controle'.

Assim, o líder do PMDB desfalca o governo e coloca os palacianos sob forte artilharia. E mais: administra o tempo a seu favor, pois o passar dos dias dificulta uma nova guinada do ex-adversário, fato que jogaria seu discurso num total descrédito. Ademais, a inelegibilidade do peemedebista não virá automaticamente com a presença do seu nome na lista do TCE. Vai demorar mais um pouco e até lá já será tarde demais para Emílio abandonar o barco.

Condições favoráveis

Bons ventos da oposição impulsionam sonho de Emílio
Ambiente propício.

Se João Dehon não for confirmado na majoritária e Emílio receber dele a unção para concorrer no seu lugar, o ex-bancário não enfrentará tanta resistência para angariar simpatia junto àquela ala da oposição. Sei que uma simples indicação do peemedebista tem um peso enorme sobre a decisão do seus correligionários, porém há que se observar outros elementos facilitadores desse projeto audacioso do PDT local.

O primeiro deles diz respeito à extrema dependência política daquele grupo à liderança de uma única pessoa. João sempre concentrou as atenções em si e desde 2005 não trabalha um nome para substituí-lo, mesmo dispondo de bons quadros na sua base como o da própria irmã, Simone de Fátima, que ao que parece não deseja encarar a disputa fratricida pelo poder na cidade.

sábado, 26 de maio de 2012

Ainda bem que eu sou humano

Inerente à própria natureza do ser.

O blog tem registrado nos últimos dias um aumento expressivo no número de acessos. Desde segunda passada (21/05), as visualizações da página chegaram a alcançar um patamar 7 vezes superior ao normal. O motivo do súbito interesse pelo site passa obviamente pela sucessão grossense, porém não se resume à mera procura por informações da política local. As pessoas não querem saber apenas o que está acontecendo, mas o que o editor do blog pensa sobre os fatos. Querem, portanto, beber da minha PARCIALIDADE, mesmo discordando na maioria das vezes dos pontos de vista aqui apresentados. Aliás, não há nenhum problema em admitir a minha falta de isenção (veja o LINK). Ser imparcial nunca foi e nem será o propósito da Opinião reversa, pois o seu idealizador continua humano o bastante para prescindir de falsos predicados. 

Saiba mais sobre o mito da imparcialidade AQUI e AQUI.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Para os tempos de agora


Por Genildo Costa.*
Quando as nossas possibilidades de se fazer do tamanho que queremos se esgotam, o jeito mesmo é apostar na máxima de Nelson Rodrigues. Para esses tempos de agora, é muito provável que a unanimidade aconteça na sua totalidade. Estamos bem perto de um novo embate que pode acontecer no campo das ideias ou mesmo no campo dos interesses particulares. Até então ouço vozes que sequer atentam para uma discussão em torno das aspirações do baixo clero. Trato assim, pois tenho dúvida quanto ao fazer político de nossa contemporaneidade.

Insisto em não acreditar na expressão 'toda unanimidade é burra'. O momento é por demais oportuno para se pensar em fazer o mínimo de esforço a fim de se entender o fazer político desses tempos de agora. Quero me antecipar em dizer com convicção de que não será nunca a unanimidade burra. Da forma como procedem os protagonistas da política provinciana, salvo raras exceções, predomina o tamanho da vontade de continuar freqüentando com assiduidade os mais renomados templos consumistas do capitalismo selvagem. Seria então nessas vitrines que acontecem os mais absurdos expedientes da nossa cultura política.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tem que 'engolir'!

Estilo Zagallo.

Enfim, o escolhido. O vereador Marcos Alexandre (PSB) agora é o único pré-candidato a prefeito da situação para o pleito de outubro em Grossos. A escolha do edil socialista representa uma derrota pessoal para o gestor do município. Desde sempre ele vinha relutando contra essa decisão forçada. E mais: não escondia isso de ninguém. Sua indiferença e pouco entusiasmo sobre a sucessão grossense atestam a sua resistência quanto a confirmação de Alexandre para a disputa na majoritária.

Outro indício de insastifação veio com o anúncio da decisão ocorrido na residência do chefe do Executivo. Na oportunidade, Veronilde deixou claro que não iria usar a máquina administrativa para beneficiar o seu candidato. Na prática, valeu-se de um eufemismo, usando o discurso da probidade para dizer o seguinte: não contem comigo nesta campanha! Dessa forma, ele lava as mãos pela candidatura do colega de partido e de quebra zela pela imagem de político austero. É o mínimo que se podia fazer depois que Sandra  Rosado e Caxica o obrigaram a abdicar da função de condutor do processo sucessório, restabelecendo o seu papel de liderado e não mais de líder.

Leia também: Gangorra governista - Entre a cruz e a espada.

A oposição agradece

Prefeito facilita vida dos opositores.

Enquanto o prefeito e setores do governismo local tiveram de 'engolir' a confirmação de Alexandre como candidato do grupo, a oposição degustava de camarote a escolha dos seus adversários. Com a decisão, Veronilde se afirma como o maior cabo eleitoral de João Dehon (PMDB) na cidade. Não bastasse a sua administração capenga, responsável em grande parte por manter o ibope elevado do peemedebista, ele também o presenteou com muita munição política.

E a oposição, se ainda não tinha um discurso pronto, agora acaba de ganhar um. Provavelmente deve ir às ruas entoando uma retórica contra a instauração de uma oligarquia familiar no município, o que em tese prejudicaria a alternância de poder.

Além disso, o chefe do Executivo grossense desconsiderou a máxima que diz que a união faz a força. A demora excessiva em tomar uma decisão, a falta de critérios claros e objetivos para escolher um nome e a ausência de sintonia com correligionários importantes geraram muita desconfiança e discórdia entre seus seguidores. A unidade do grupo foi minada por ele mesmo, fato este confirmado pelo rompimento de Emílio e a conversa preliminar (pasmem!) do PC do B, aliado de primeira hora, com o DEM de Enilson.

As opções descartadas

Cartas fora do baralho.

Poderia ser mais difícil. Esta é, sem dúvida, a avaliação da maioria dos opositores do prefeito de Grossos. Não que o candidato escolhido por ele não seja competitivo. Muito pelo contrário, o potencial eleitoral do vereador Alexandre não pode ser subestimado assim como o de Veronilde foi em 2008. Contudo, a meu ver, enfrentar Cínthia Sonale, Emílio ou Cateca seria uma missão mais espinhosa para o grupo oposicionista.

A primeira porque teria mais facilidade de atrair o público jovem, além de transmitir uma pseudo ideia de renovação na política (a 1ª prefeita do município!), já que mantendo a mesma correlação de forças pouca coisa haveria de mudar. Quanto ao carisma da virtual concorrente, um marketing bem feito resolveria esse problema.(Quem não lembra do tímido político de Areias Alvas ao assumir a Prefeitura em 2005?).

Com juros e correção

A cobrança tarda, mas não falha.

A escolha do sobrinho de Caxica para representar o governo municipal nas próximas eleições tem causas que remontam 2005. Em meados daquele ano o então vice-prefeito se viu diante do maior desafio da sua vida: assumir a Prefeitura de Grossos após a morte de Dehon Caenga. Inexperiente e sem a firmeza para enfrentar a oposição ávida pelo poder, o mandatário de Areias Alvas encontrou amparo político nos braços do patriarca da família Santos. Este fez questão de conduzi-lo ao Palácio José Marcelino, oferecendo-lhe segurança e proteção através do apoio das deputadas Sandra e Larissa Rosado. 

As parlamentares blindaram o jovem prefeito contra as intempéries de seus dois mandatos, incluindo uma CPI no início do primeiro deles. Mas não pensem que o empresário do ramo salineiro fez tudo isso em nome da fraternidade cristã. Cada gesto 'solidário' de outrora teve um custo político que foi prontamente debitado na conta do gestor pessebista. Hoje Caxica está colhendo o que plantou 7 anos atrás, e ao apresentar a fatura ao seu ilustre devedor não espera dele outra coisa que não a reciprocidade como forma de pagamento.     


Lutando contra o próprio destino político

O inevitável sempre vem!

Antes de aceitá-lo como uma fatalidade, o prefeito lutou contra o seu destino político. Enquanto alguns dos seus aliados se autoproclamavam pré-candidatos e nenhum deles o agradava, ele resolveu mexer no tabuleiro sucessório inserindo nomes de sua predileção. Foi assim que Cínthia Sonale e Girlene passaram a figurar nas especulações. As duas eram o último fio de esperança do pessebista, que queria emplacar alguém da sua estreita confiança para garantir maior sobrevida no poder e sossego após a entrega do cargo.

Pesquisa fajuta

Um artifício para consolar os descontentes.

A definição do grupo situacionista local pôs fim a um dos maiores engodos do período pré-eleitoral em Grossos: a pesquisa para a escolha do candidato governista. A verdade sobre o resultado dessa sondagem não virá à tona tão cedo, porque os seus dados foram feitos para serem manipulados de acordo com a conveniência política. É difícil imaginar que Caxica e Alexandre não sabiam desses números há mais tempo. Mesmo assim, o vereador do PSB chegou a cogitar a desistência de sua postulação ao cargo máximo do município. E só não abortou de vez seu projeto de poder, porque confiava piamente na capacidade de persuasão da filha de Vingt Rosado. 

A ex-favorita

Querer não é poder. 

Em um dado momento da pré-campanha grossense o nome da ex-secretária de Ação Social parecia consolidado para representar o governismo nas urnas. Ela era a favorita do prefeito, que fez o possível para lhe dar visibilidade. Com tal fim, ele a designou para cargos importantes da administração. A princípio, Cínthia ocupou uma diretoria de saúde, mas seu padrinho logo percebeu que nessa função não haveria como projetá-la a contento. É que na pasta controlada pela família Santos partilha de poder é uma expressão proibida. Sabendo disso e querendo evitar certo mal estar com o vereador Alexandre, o mandatário de Areias Alvas deu boas vindas à sua auxiliar no primeiro escalão do governo. Na elite do secretariado municipal, ela teve sua imagem vinculada ao programa Renda Cidadã, além de aparições privilegiadas no carnaval e encontros nos bairros para popularizar o seu nome. Todo esse esforço, no entanto, foi em vão já que no fim das contas a vontade do prefeito sucumbiu frente aos interesses dos políticos aos quais deve prestar continência.

domingo, 13 de maio de 2012

Falar é fácil; calar-se também.

O que é mais cômodo?

Apontar os erros de terceiros é mais fácil que tentar executar no lugar deles o trabalho alvo de protestos. Mas quando essas pessoas contestadas são políticos detentores de cargo eletivo, os questionamentos, desde que pertinentes, são sempre válidos. Ora, não possuímos as mesmas prerrogativas que eles e tampouco podemos intervir diretamente nas decisões, restando-nos apenas o papel de vigilantes das suas ações.

Com base nessas premissas, a Opinião reversa tem adotado uma postura bastante crítica em relação aos representantes dos poderes Executivo e Legislativo em Grossos. Não que eles não tenham realizado algo de positivo à frente dos seus mandatos. De forma alguma! O objetivo aqui não é sustentar um discurso maniqueísta fundado na luta do 'bem' contra o 'mal', até porque na prática todos são muito parecidos.

A grande questão é como silenciar numa cidade onde governo não governa, vereadores quase não legislam e nem fiscalizam o prefeito e a oposição não se opõe a nada! Do jeito que a coisa anda a incontinência verbal ou escrita deixou de ser opção. Ela é compulsória e obriga os munícipes insatisfeitos a se manifestarem contra o descaso político ao qual relegaram a pequena urbe salineira.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Tensão pré-eleitoral

TPE: a prevenção é o melhor remédio.  

A proximidade de uma nova campanha eleitoral em Grossos tem o condão de aflorar as diferenças políticas nem sempre tão perceptíveis em outros momentos. Por conta disso uma prosa descontraída transforma-se facilmente em discussão acalorada, sobretudo quando dela não se exclui o componente emotivo. Daqui pra frente, uma dose de tensão será adicionada às conversas que tratam da corrida sucessória. E quem ousar falar sobre política municipal estará enveredando por um terreno movediço, que inspira cuidados para não romper a tênue linha divisória que separa o bom senso dos extremos de opinião.

domingo, 29 de abril de 2012

Sortidas...(29 abr)


O candidato artificial - Desde 2008 que o vereador Alexandre (PSB) deseja ser o candidato natural da situação para disputar a Prefeitura de Grossos. Na corrida eleitoral daquele ano o parlamentar já sinalizava nesse sentido, procurando sempre associar sua imagem a do gestor que buscava a reeleição. Quem não lembra da foto da dupla em adesivos de carros, propaganda que por motivos óbvios não reservava espaço algum para a atual vice-prefeita. Ocorre, porém, que até agora o edil não conseguiu arrancar do chefe do Executivo a empatia necessária para endossar sua pretensão política. Isso pode afetar o seu desempenho na chapa majoritária, que depende sobremaneira do apoio espontâneo do seu principal cabo eleitoral.

Pré-campanha do "se" - A pré-campanha grossense não consegue sair da condicional. Até o momento, a discussão política na cidade gira em torno de uma única conjunção: o se. Como nenhuma decisão importante foi tomada, os comentários sempre começam com a mesma palavra, traçando cenários futuros com base apenas em especulações.

Grande mídia teme CPI - Os maiores veículos de comunicação do país estão preocupados com os desdobramentos da CPI do "Cachoeira". As informações do inquérito policial enviado pelo STF ao Congresso Nacional vazaram, revelando detalhes de como setores da imprensa estavam a serviço dos interesses políticos do bicheiro. Agora, Globo, Folha e Veja tentam a todo custo impedir a criação de uma 'CPI da mídia' para que o mau cheiro do jornalismo de esgoto não comprometa a sua credibilidade junto à opinião pública. Missão difícil nesses tempos de grande influência dos blogs e redes sociais. Leia mais AQUI e AQUI.

Acima de qualquer suspeita - No Brasil a imprensa recebe tratamento privilegiado. Ela sempre esteve acima de qualquer suspeita. Seus métodos não podem ser duramente criticados sob pena de tal atitude ser rotulada de 'ofensa' à liberdade de expressão. O curioso é que em outros países não existe essa blindagem à mídia. Na Inglaterra, por exemplo, o magnata das comunicações Rupert Murdoch foi alvo de interrogatório no parlamento britânico, e nem por isso o país da Rainha é menos livre do que o nosso.

A greve continua - Como diria o poeta Crispiniano Neto, as greves no estado não acabaram em 2011, elas apenas foram suspensas. Os professores da Uern que o digam. O governo do DEM rasgou o acordo firmado com a categoria em setembro passado, praticamente obrigando a mesma a retomar a paralisação anterior. Desta vez, os docentes estão municiados com o compromisso assumido pela Rosa de Mossoró, que ao desconsiderar suas promessas agrega descrédito à própria palavra.

A fé que move rios de dinheiro - É espantoso o poder econômico de líderes religiosos como Silas Malafaia, Valdemiro Santiago e R.R. Soares. A partir de maio, os três juntos vão gerar uma receita de R$ 23 milhões mensais para a Band. O trio terá à sua disposição mais de 40 horas semanais de programação. A compra de horários na emissora paulista é um sinal de que no Brasil a fé pode até não abalar montanhas, mas certamente move rios de dinheiro.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Entre a cruz e a espada

Continua o dilema do prefeito de Grossos acerca da escolha do candidato governista. Até aqui o pessebista não sabe se fará opção por um nome de sua confiança ou cederá às pressões da deputada Sandra Rosado, delegando assim a terceiros a condução do processo sucessório na cidade.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Prefixo sem poder

Logo abaixo de quem decide.

Há cerca de um mês representantes da base de apoio ao prefeito de Grossos se reuniram para tratar da sucessão municipal. Sobre o assunto, li uma postagem no blog do jornalista Edilson Damasceno na qual ele se referia àquele conjunto de aliados como um "sub-grupo governista". A denominação usada pelo blogueiro não poderia ser mais apropriada, sobretudo quanto ao prefixo escolhido. O termo "sub" denota inferioridade que, nesse caso, retrata bem a falta de prestígio daqueles correligionários na hierarquia política da situação. Com a ausência do chefe do executivo o encontro restou esvaziado de poder. Dessa forma, nenhuma decisão ali tomada teria reflexos no processo sucessório. Tanto é assim que o tempo passou e eles não lançaram um candidato próprio conforme chegaram a comentar (veja AQUI). E nem vão lançar, pois sabem que qualquer dissidência fragiliza o governismo diante da oposição. Além do mais, não estão dispostos a se 'aventurar' nessas eleições, o que deve fazê-los esperar pacientemente por uma definição do superior hierárquico.


Leia também: Sub-grupo governista inicia discussão em Grossos. 

Nota do blog: A reunião dos governistas realizada em 12/03 não sensibilizou o prefeito, que ignorou o apelo velado dos aliados com a certeza de que os mesmos não se afastariam da sua tutela política.

Questão de fé

Basta fechar os olhos e crer!

Na convenção do PMDB grossense ocorrida em setembro do ano passado, um dos oradores do evento disse que apoiar João Dehon era como uma religião. Em que pese o exagero da comparação, não se pode negar que alguns eleitores do ex-prefeito se comportam como devotos dele. Contudo, nesses tempos de Ficha Limpa tem sido difícil até para os seguidores mais exaltados manter a crença no líder. O peemedebista tem condenações no TCE-RN que comprometem sua possível candidatura ao cargo mais importante do município. Mesmo assim, seus 'fiéis' estão convencidos da viabilidade da sua postulação. E não adianta argumentar em sentido contrário, porque questão de fé não se discute, apenas se acredita.


As evidências.

Até o momento, o pré-candidato do PMDB tem se esforçado para afastar a hipótese de não concorrer na próxima eleição. Segundo ele, inexiste qualquer pendência nos tribunais que porventura o torne inelegível. No entanto, não é isso que se verifica ao fazer uma simples consulta ao site do Tribunal de Contas da União (veja AQUI e AQUI). Pelo visto, o ex-mandatário vai precisar bem mais do que explicações genéricas e um tweet do deputado Henrique Alves para disputar a Prefeitura este ano.        
 




quarta-feira, 4 de abril de 2012

Uma história sem final feliz

No final, só alguns se dão bem.

Reviravoltas, suspense, drama, comédia e muita adrenalina. Com esses ingredientes a campanha eleitoral em Grossos promete fortes emoções. Se desconsiderarmos a tradição do debate de baixo nível envolvendo candidatos e seus eleitores mais apaixonados,  o desenrolar da disputa pelo cargo de prefeito deve render uma história capaz de entreter por algum tempo os munícipes. Baseando-se apenas na diversão que ela propicia, temos a impressão de que seu enredo não é tão ruim assim, apesar de não sofrer alterações há décadas. Sem criatividade, sobram clichês e falta inovação. Nesse caso, o marasmo da pequena urbe contribui para prender a atenção dos espectadores até o fim. Aliás, o desfecho dessa história é a pior parte. Em pobreza de conteúdo, ele supera até os bate-bocas que tratam da vida pessoal dos concorrentes, pois nunca reserva um final feliz para quem realmente precisa dele: o povo grossense.