domingo, 31 de julho de 2011

Eu acredito nessa rapaziada

O mês que hoje se encerra me remete a lembranças que carregarei pelo resto da vida. Foram dias da mais intensa experiência política, proporcionada pelo ressurgimento do movimento estudantil através do @C_O_M_E_M. O protesto desses estudantes por uma educação melhor reescreve com coragem e dignidade uma luta que jamais deveria ter sido interrompida pelos jovens deste país. Sou grato a todos eles e tenho muito orgulho de conhecê-los. Em sua homenagem, reproduzo abaixo trecho  da letra da música "E vamos à luta" de Gonzaguinha. Essa canção foi escolhida porque, assim como o seu compositor, também acredito numa juventude aguerrida, que sabe o que quer e não mede esforços para construir "a manhã desejada".



E vamos à luta.

Eu acredito
É na rapaziada
Que segue em frente
E segura o rojão
Eu ponho fé
É na fé da moçada
Que não foge da fera
E enfrenta o leão
Eu vou à luta
É com essa juventude
Que não corre da raia
À troco de nada
Eu vou no bloco
Dessa mocidade
Que não tá na saudade
E constrói
A manhã desejada...

A lucidez das ideias(IX)

“Você pode perguntar: Como você pode advogar quebrando algumas leis e obedecendo outras? A resposta está no fato de haver dois tipos de leis: justa e injusta. Você tem a responsabilidade legal e moral de obedecer as leis justas. Opostamente, você tem a responsabilidade moral de desobedecer as leis injustas”. Martin Luther King Jr.

Fragmentos da música...

"A minha alucinação
É suportar o dia-a-dia
E meu delírio
É a experiência
Com coisas reais..."


 Fragmento da música Alucinação de Belchior.

Não sorria nunca de um preconceito

Imagem do Blog do Amarildo Charges.
Por Urariano Motta do site Direto da Redação.

Se alguém algum dia disser que Karl Marx roubou o socialismo dos nazistas, creio que diante de tamanho absurdo a maioria de nós não conseguiria conter um sorriso, ou mesmo a mais ruidosa gargalhada. E se esse mesmo alguém dissesse que haveria uma escala, uma hierarquia entre as raças, de tal modo que lá num pódio de muitos níveis, em primeiríssimo lugar estivesse a raça, vale dizer, a ariana, e lá no fim, no último dos últimos, estivessem os ciganos, os negros e os judeus, creio que talvez olhássemos o profundo ignorante à procura de um sinal de loucura. Antes, é claro, da mais estrepitosa risada.

No entanto, os motivos cômicos logo sofreriam um abalo se um mais avisado nos lembrasse que tais “piadas” foram ditas por Hitler e pelos nazistas. Ah, diante da lembrança do genocídio, do sofrimento e infâmia que tais cômicos impuseram ao mundo, toda a sua sangrenta palhaçada deixaria de ser motivo de riso. Pois o cômico, assim como a felicidade, a raiva, o amor, o ódio, toda manifestação legítima de humanidade, sempre se dá em um contexto de vidas e significados. E deles, um dos que merecem mais cuidado talvez seja o do preconceito, por mais cômico, absurdo e de irresistível comicidade pareça. Pois as caveiras também mostram os dentes, mas nunca são dignas de um sorriso.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mércia Ivánovna

Por Bruno Sérvulo*

...vive o princípio da vaidade. E como clássica vaidosa se alegra; deleita-se em cada opinião boa que ouve sobre si. Independente de qualquer ponto de vista de utilidade que esse elogio possa lhe trazer e também, muitas vezes, não considerando se o é falso ou verdadeiro. Assim como sofre de cada opinião ruim. Pois se submete a ambas. Eis, um claro vestígio de escravidão.

- Os seus olhos. Ah, os seus olhos, Mércia Ivánovna! Outrora tão brilhantes e místicos, hoje, mais parecem um lago liso e relutante, no qual já não ondula um só encanto,uma só simpatia. Como nas analogias do Boff, as águias se transformam em galinhas.Abandonas-te os perigos de voar alto. Abdicou, de estar nos elevados montes e ver mais e mais coisas abaixo de si.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Natal fora de época: um fenômeno pré-eleitoral.


A proximidade do ano eleitoral responde pela ocorrência de alguns fenômenos estranhos em Grossos. E não procure explicá-los por outra lógica que não a da política. Por exemplo, como entender a antecipação da vinda de Papai Noel à cidade? Isso mesmo, você não leu errado. O mês não é o de dezembro, mas o que importa? Por lá já é Natal e a tradição não significa muito nesse período que antecede uma nova eleição municipal.

"Faxina" de Dona Dilma não resolve nada

Após as denúncias de corrupção envolvendo o Ministério dos Transportes, a presidenta Dilma iniciou uma "faxina" na pasta demitindo 19 auxiliares, supostamente envolvidos com desvio de dinheiro público. No entanto, esse esforço de salvar a imagem do governo é inócuo. Mais cedo ou mais tarde, novos casos deverão surgir. E não precisa ser nenhum vidente para saber disso.

O mal da corrupção que está impregnado na Administração Pública não é um problema pontual, restristo a este ou aquele ministério ou governo. Ele é sistêmico e tem raízes na falência de um modelo político-eleitoral, baseado sobretudo nas recompensas cuteadas pelo erário àqueles que financiam as campanhas eleitorais. Por isso, Dona Dilma pode se preparar. Se quiser realmente ir a fundo nessa limpeza, terá muito trabalho pela frente, pois só o que existe é sujeira escondida debaixo do tapete.