quarta-feira, 25 de maio de 2011

O duelo entre o jurista e a educadora

Em toda greve corre nos bastidores uma guerra da informação. Governo e sindicalistas travam uma luta para expor suas razões a fim de conquistar a opinião pública. Para respaldar suas posturas na aceitação popular são capazes de qualquer de coisa. Manipulam informações, distorcem os fatos e inventam estatísticas.

Como a máquina estatal tem mais influência sobre os meios de comunicação, a corda tende a arrebentar do lado mais fraco, isto é, do lado dos grevistas. Quando isso acontece, tentam impor-lhes o rótulo de gente "preguiçosa" ou descompromissada com o trabalho. No caso do Rio Grande do Norte, o enredo quase que se repetiu. Não fosse um fenômeno chamado Amanda Gurgel, a história seria a mesma.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O discreto charme da corrupção

Texto de Arnaldo Jabor publicado no jornal O Estado de São Paulo.

"Vivemos sob uma chuva de escândalos e denúncias de corrupção. Mas, não se enganem, esses shows permanentes nos jornais e TV, servem apenas para dar ao povo a impressão de transparência e para desviar seus olhos das reformas essenciais que mantêm nossas oligarquias intactas. Aos poucos o povo vai se acostumar à zorra geral e achar que tanta gente tem culpa que ninguém tem culpa. Me chamam de canalha, mas eu sou essencial. Tenho orgulho de minha cara de pau, de minha capacidade de sobrevivência, contra todas as intempéries. Enquanto houver 25 mil cargos de confiança no País, eu estarei vivo, enquanto houver autarquias dando empréstimos a fundo perdido, eu estarei firme e forte. Não adiantam CPI"s querendo me punir. Eu me saio sempre bem." (...) Leia a íntegra do artigo AQUI.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O conto da carochinha

Era uma vez um prefeito de uma pacata cidade do interior que havia celebrado uma série de convênios com o governo federal. Com o passar do tempo, os recursos foram sendo liberados e nada das obras aparecerem. Para explicar o descompasso entre o volume de dinheiro disponível e a ausência das benfeitorias públicas, o chefe do executivo só encontrou uma saída: responsabilizar as empresas vencedoras da licitação. Segundo a versão oficial, elas abandonaram as obras, pois consideraram os valores a serem pagos defasados. Mesmo sabendo que era muita coincidência uma única justificativa condenar a execução de quase todos os convênios, muita gente se convenceu da história contada pela Prefeitura. Não por ingenuidade, mas talvez por acreditar na semelhança desta narrativa com a dos contos da carochinha. Sendo assim, ficam à vontade para soltar a imaginação e fazer das próprias consciências livrinhos de histórias infantis.


Ilustração do livro "Quem quer casar com a carochinha" de Salomé de Almeida.

A mosca sem asas

A repercussão do depoimento da professora Amanda Gurgel mostra que seu sentimento em relação aos caos da educação no RN(e porque não no país) é compartilhado por muitos brasileiros. Contudo, se não fosse o seu desabafo e a ampla aceitação dele, poderia se imaginar situação contrária. Felizmente, as palavras da docente ecoaram de modo a provar que ela não está só na luta por uma educação de qualidade.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ponto de interrogação

Por Genildo Costa.         

Seria muita pretensão afirmar que estamos vivendo, plenamente, numa fase de reconhecimento e de valorização de nossos artistas. Tenho tido todo zelo e, sobretudo, muito cuidado, quando o assunto diz respeito as nossas aspirações. Pois bem,  o retrato mais visível dessa nossa peleja se espraia pelas ruas, becos e vielas e agoniza,muitas vezes,no corredor de nossas angústias e medos.

Tenho alcançado,talvez,mais longe que os olhos. Que não seja privilégio de alguns poucos, pois, a nossa culpa,nossa máxima culpa é quem nos coloca diante do espelho para uma possível leitura do nosso ofício de construir, através das palavras, a nossa identidade de cantador, poeta e sonhador de sonhos possíveis.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A lição da professora Amanda

Do Blog de Julierme Torres.

Vocês sabem qual a diferença entre teoria e prática? É fácil de responder. É a educação brasileira. A teoria a que o blogueiro se refere é a educação desenhada, ou prometida, em época de campanha eleitoral. A prática é a realidade, nos quatro anos de mandato. Nos acostumamos a acompanhar pelo programa eleitoral os políticos afirmando que a educação é prioridade, que os professores tem que ser valorizados, que as escolas precisam de melhor estrutura. Igualmente nos acostumamos a não ver esse discurso de campanha ser cumprido.

O discurso da professora Amanda Gurgel (ver vídeo acima) é algo fantástico. Ela teve a coragem de tentar quebrar esse costume ruim. É preciso ter muita personalidade para ocupar uma tribuna da Assembléia Legislativa e passar na cara de nossa classe política a verdade dos fatos. E a verdade é que educação só tem sido prioridade no discurso de campanha eleitoral.

Efeito dominó

A onda que greves que assola o estado tem provocado baixas na equipe da governadora. Em menos de 24 horas, deixaram os cargos o Delegado Geral da Polícia Civil, o Presidente do IPERN e o Secretário de Administração e Recursos Humanos. É o efeito dominó de uma crise que parece estar longe do seu fim.