quarta-feira, 18 de maio de 2011

O "milagre" de Palocci

O mais forte ministro do governo Dilma é o centro das atenções do noticiário nacional. Antônio Palocci, da Casa Civil, despertou a curiosidade dos brasileiros pelo fato de ter concretizado ao longo de sua vida, mais precisamente nos últimos 4 anos, um verdadeiro "milagre econômico". Ele conseguiu a proeza de multiplicar seu patrimônio por vinte num exíguo intervalo de tempo. Como resultado de tamanha prosperidade, o homem de confiança da presidenta arrematou um apartamento em São Paulo no valor de R$ 6,6 milhões. Uma façanha que talvez só encontre precedentes nesta parte mundo, onde o prestígio na polítca é capaz de desafiar a própria imaginação. 

Leia também: Consultor, a profissão do futuro.

A política do enfrentamento

O estado do RN está tomado por greves em praticamente todos os setores da Administração. Médicos, policiais civis, servidores do Detran e professores cruzaram os braços para pressionar o governo a atender suas reivindicações. Apesar dos movimentos pareditas serem amparados por um direito constitucional, alguns gestores públicos não reconhecem sua legitimidade.

Com frequência, respondem aos pedidos das categorias com ameaças. A mais comum refere-se ao corte no ponto dos grevistas com o fim de intimidá-los. Infelizmente, o governo do DEM já deu sinais que assim deve proceder. O secretário de Segurança e Defesa Social, Aldair Rocha, defendeu a adoção de tal medida para a Polícia Civil, no que foi apoiado pela Chefe do Executivo. Se o tratamento para com os servidores insurgentes realmente for esse, dificilmente haverá avanços na mesa de negociação. Neste caso, a conciliação cede a vez para o enfrentamento, provocando a exaltação dos ânimos e a redução das chances de se chegar a uma solução pelo diálogo.

Sobre o assunto ver o link Governo Rosalba e a tolerância zero para a greve.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Brasil mostra a sua cara

Texto de Rodolpho Motta Lima, publicado no site Direto da Redação.

Os dados estatísticos tornados disponíveis a partir do último censo são – e não poderiam deixar de ser – o retrato do nosso país. Essa consideração óbvia merece, contudo, um aprofundamento analítico que nos leve a refletir a respeito dessa identidade nacional.

A primeira constatação é a de que, segundo os novos levantamentos, somos agora um país que está mais para “não branco”, já que os que se consideram brancos perfazem 47,7 % dos brasileiros, contra 53,7 no ano 2000. Provavelmente, aliás, se conhecemos bem um certo preconceito que ainda nos assola e que, não raro, provoca um posicionamento “às avessas”, deve ser maior ainda esse percentual de “não brancos” (pardos e pretos), já que algumas pessoas não se assumem como são, refletindo o estigma racial.(...) LEIA MAIS AQUI.

domingo, 15 de maio de 2011

A oposição em apuros


Charge de Carlos Magno.
Duas decisões desfavoráveis e uma obrigação de repor o erário em quase 1 milhão de reais. Este foi o saldo da avaliação feita pelo TCE/RN das contas do ex-prefeito João Dehon relativas ao período no qual governou Grossos. As condenações o trouxeram de volta ao epicentro da política local, criando uma nuvem de incerteza sobre o futuro da oposição por ele comandada. João precisa reverter os resultados negativos no Tribunal antes de lançar-se candidato à sucessão de 2012. Se não lograr êxito nesta difícil missão, deixará seus seguidores órfãos de um nome competitivo para a disputa que se avizinha.

sábado, 14 de maio de 2011

Fragmentos da música...

"Há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
E só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção."


Trecho da música Há tempos de Legião Urbana.

Hábito nacional

Crônica de Luís Fernando Veríssimo.

Por uma destas coincidências fatais, várias personalidades brasileiras, entre civis e militares, estão no avião que começa a cair. Não há possibilidade de se salvarem. O avião se espatifará – e, levando-se em consideração o caráter dos seus passageiros, “espatifar” é o termo apropriado – no chão. Nos poucos instantes que lhes restam de vida, todos rezam, confessam seus pecados, em versões resumidas, e entregam sua alma à providência divina. O avião se espatifa no chão.
São Pedro os recebe de cara amarrada. O porta-voz do grupo se adianta e, já esperando o pior, começa a explicar quem são e de onde vêm. São Pedro interrompe com um gesto irritado.

A lucidez das ideias(IV)

"O Tempo só anda de ida.
A gente nasce, cresce, envelhece e morre.
Pra não morrer
É só amarrar o Tempo no Poste.
Eis a ciência da poesia:
Amarrar o Tempo no Poste!"

Poeta Manoel de Barros.